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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A comédia numa tal audição sobre o Banco Insular

5 de Novembro, Assembleia Nacional. Sala da China. A Comissão Especializada de Finanças e Orçamento convida o Governador do Banco Cabo Verde, Carlos Burgo, para proceder a alguns explicações sobre o caso do Banco Insular e as suas polémicas transacções financeiras com o Banco Português de Negócios.
Aquilo que deveria ser uma audição séria, já que se trata de um assunto nacional, do interesse público, tornou-se numa autêntica palhaçada! (Desculpem o termo mas não encontro outro que defina melhor aquilo que observei.)

Enquanto o Governador presta as informações necessárias, os deputados saiem da sala para receber telefonemas, atendem inclusive chamadas quando nesse preciso momento está a ser respondida aquela pergunta que tanto anseiavam ouvir e, que várias vezes se demonstraram impacientes para que fosse esclarecida. E para piorar este lindo cenário eis que em pleno discurso, o toque do telemóvel do Sr. Governador "vagueia" pela sala. Para-se um momento: "Agora não posso atender" e retomasse a tal audição tão importante para o País.

Esquecer de desligar ou colocar o telefone no silêncio é humano, agora durante duas horas consecutivas, este "esquecimento" repetir-se vezes sem conta é que já não há explicação.

Um sai o outro entra, "Querida estou numa tal audição", "Ligue-me daqui a cinco minutos" "Isto deve estar a acabar".

A comédia em pleno debate sobre um tal assunto que parecia ser fundamental para o esclarecimento dos deputados e cidadãos... Parecia!

2 comentários:

Redy Wilson Lima disse...

A querida deveria ser a amante. Sei que ficaste fula com tudo isso, mas em Portugal também não é diferente. Só prova a importância que os políticos dão a certos assuntos. Estão-se a cagar e isso só prova aquilo que chamo de défice democrático (aqui, na China, nos EUA ou em Portugal). No meu caso específico (CV) é o país que temos e que precisamos mudar.

João Branco disse...

Wilson, com o mal dos outros posso eu. Desculpa, mas esta descrição é inqualificável. E foi feita por uma pessa que dá a cara e assina com o seu nome, o que mostra uma atitude de coragem e diferente do que temos por hábito aqui. Força Margarida. Vou fazer eco no Margoso desta vergonha.

Um abraço grande