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terça-feira, 18 de novembro de 2008

As minhas palavras

A próposito de algumas críticas que fiz no meu blog ou em comentários deixados noutros blogs, acerca de situações menos felizes em Cabo Verde.

Primeiro ponto. Não retiro nem uma vírgula do que disse porque nunca o fiz com intenção de ofender ninguém. Falo daquilo que vejo, que observo, tal como faria em qualquer parte do mundo e como fiz no meu país. Sim é verdade que muita gente não sabe o que é o príncipio do contraditório em Cabo Verde e isso é fundamental para quem quer ser chamado de jornalista... e depois quem quiser que enfie a carapuça, porque certamente aqueles que sabem o significado não se reveem na minha critica. Há que separar as águas, há maus jornalistas porque assim o querem ser e estão a 'cagar-se' literalmente para a profissão, há maus jornalistas porque não tiveram bons mestres, e há bons jornalistas que simplesmente amam o seu trabalho... e esta realidade há em Cabo Verde, Portugal e em qualquer parte do mundo.
Segundo. Para mim não é vulgar um menino de rua com nove anos drogar-se e nem é normal uma menina de DEZ ANOS engravidar. Como em Portugal não é normal ver amigos com quem cresci a entregarem-se as teias da Droga ou crescer num bairro (Zona J) onde a maioria parte dos adolescentes vivem divididos entre o crime e os estudos. E tal como escrevi em Portugal sobre situações criticas escrevo também aqui o que sinto, o que vejo, o que observo. E nunca mas nunca vou parar de o fazer, se escolhi seguir o caminho do jornalismo não foi por estar na moda ou por dinheiro, porque isso até seria uma ilusão.“Esta terra não me vai vencer eu é que vou vencer esta terra”, o significado está na cabeça de cada um e no contexto que cada pessoa quiser atribuir. No meu entender não me deixo abalar por momentos dificeis e nem vou deixar para trás uma terra por quem me apaixonei, por isso “Cabo Verde não me vai vencer”, porque vou ficar e ultrapassar os maus momentos quando eles surgirem. Mas se calhar o meu primeiro post não tem qualquer valor já que falava bem de Cabo Verde. O que interessa é o mau.

Vou continuar a ser eu mesma... isso não tenho dúvidas. Quando tiver que criticar não hesitarei, mas quando tiver que elogiar esta terra serei a primeira na linha da frente. Não é por nada que acordo todos os dias feliz por estar aqui.
Vou continuar também a errar, a aprender, a ensinar... agora nunca irei viver na passividade.

2 comentários:

Pedro Cibrão disse...

Isso chama-se apenas Liberdade, visão e honestidade contigo própria! Um bem cada vez mais raro, diga-se, nessa profissão.
Obrigado por me manteres informado da realidade que desconhecia de Cabo Verde. Continuarei atento

Margarida Conde disse...

Caro Pedro

Antes de mais obrigado pelas palavras.

Como em qualquer parte do mundo há sempre as coisas boas e as más.

Estou aprender com as coisas menos positivas que Cabo Verde carrega às costas.

Mas por vezes é dificil, mas tal como disse no meu post, nunca deixarei de tentar...

Um abraço