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quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Ano da História já chegou!



História. Testemunho que sobrevive à passagem do tempo. “Um objecto, uma obra, um desenho, um achado, uma canção, uma carta, um pensamento, uma vivência… tudo é feito de história”. Parte-se então com o anseio de descortinar os pedaços dessa tal história. Entender o que sentiu em tempos passados. Olhar para os momentos presentes.

Cabo Verde e o Ano da História. Um culminar de actividades que querem ser memoráveis, que desejam comemorar aquilo que de mais rico um país, uma nação, uma cultura pode ter: a sua história.

Nesse sentido, no passado dia 26 de Abril, segunda-feira, a UNI-CV iniciou as comemorações de “2010 – Ano de História”, aliando as comemorações dos 550 anos de descobrimento das ilhas de Cabo Verde, 35º aniversário da Independência de Cabo Verde e 1º aniversário de elevação de Cidade Velha a Património Mundial, com a inauguração da exposição “550 anos da História de Cabo Verde através da Arqueologia”, que pretende trazer a discussão vários aspectos culturais e patrimoniais de Cabo verde, em geral, e Cidade Velha em particular, com especial realce para o vasto património arqueológico que constitui esse legado, e que é prova inequívoca da importância histórica actual Sitio Histórico da Cidade Velha, Património da Humanidade.

Muitos outros eventos vão espalhar magia histórica ao arquipélago, num ano em que a Cultura, a Tradição, os Costumes são os actores principais, de uma película que subsistirá às mudanças e mutações constantes da vida.

Exposição Itinerante “As Plantas na Primeira Globalização”, Simpósio Internacional “Cidade Velha e a Cultura Afro-Mundo: o Futuro do Passado”, Exposição “Cartografia Antiga de Cabo Verde”, 2º Edição do Ciclo de conferências “Descobrir, Conhecer e Debater Cabo Verde”, Exposição “História da Educação em Cabo Verde”, Atelier “Revisitação da Memória da Luta pela Independência de Cabo Verde”, entre tantos outros que prometem unir todos os intervenientes da sociedade em prol de um só conceito: A história, tal como ela é… igual a si mesma.

Já estou ansiosa!!!!

Foto: Kacper Spala

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Não sei quantas almas tenho"

Hoje sinto me assim, complicada!

"Não sei quantas almas tenho" - Fernando Pessoa


"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não atem calma.

Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu"

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"O País da Morabeza" na TVI

Não há coincidências... Hoje foi o dia das reportagens e dos documentários dedicados a este pequeno céu que me faz tantas vezes caminhar nas nuvens (as vezes cinzentas outras branquinha, branquinhas) : Cabo Verde.

Primeiramente com a estreia do filme “Kontinuasom”, no cinema da Praia, que infelizmente perdi devido a uma intoxicação alimentar que parece que veio com tudo. Vou tentar ver hoje mais tarde na TCV.

Depois... “O País da Morabeza”, na caixinha mágica.

De prender a atenção desde a primeira imagem, desde as primeiras palavras até à chegada da ficha técnica. Uma reportagem, muito bem pensada, estruturalmente sem margens para erros, cativante, transparente e mágica tal como é Cabo Verde.


A reportagem da Conceição Queiroz e do Ricardo Oliveira, passada ontem na TVI sobre este nosso arquipélago tão cheio de dissabores mas tão hipnotizante, capaz de não deixar ninguém indiferente, demonstrou sem floriados, sem protocolos televisivos, nem com a velha questão do "agradar a gregos e a troianos", um pouco daquele que todos sentem como um Cretcheu.

O fogo, o seu vinho. A agricultura e as suas gentes. O urbano o interior. A luz a falta de ela. Viver com (e nem sempre basta pensarmos que ainda ontem a madrasta da Electra voltou a fazer das suas) e viver totalmente sem.

A pobreza, a escassez de água, o mar que nos enloquece o espirito, a pesca, os seus marinheiros, o turismo. O Primeiro-Ministro com o seu discurso a oposição na voz de Carlos Veiga, os rostos bonitos, jovens, velhos, cansados, mas nunca fartos do seu Cabo Verde.

E ao longo desta pequena janela, a pianista de S. Vicente que brinca com o ritmo da reportagem... que bela escolha para fio condutor.

Tecnicamente: Os vivos autenticas caixinhas de surpresas, os cenários escolhidos para as entrevistas saborosos (sim porque a criatividade não recusou o convite de estar presente nesta peça), os enquadramentos, os inserts que me abriram horizontes, o texto rico muito rico... Bravo!

Conceição estás de Parabéns porque apesar de muitas e muitas cassetes para visualizar valeu a pena e soubeste sem dúvida captar a essência. Ricardo, eh pá és bom muito muito bom! Não fiques babado!

Quanto a mim não me vou alongar mais porque até perdia-se a curiosidade da coisa. Para aqueles que queiram ver este excelente trabalho certamente irá estar disponível brevemente no You Tube.

O titulo? País da Morabeza, que mais poderia ser... :)