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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cesaria Evora e Princesito juntos em espectáculo!




O Dia Mundial da Luta Contra a Sida está a chegar... No ambito das comemorações, a
a Fundação Cabo-verdiana de Solidariedade e a Associação Cise vão promover um espectáculo no dia 30 de Novembro, pelas 21h00, na Assembleia Nacional.



Cesário Évora e Princesito solidarizaram-se com esta iniciativa e vão participar no evento. Duas gerações diferentes, dois artistas que não deixam ninguém indiferente.



O espectáculo visa angariar fundos a favor da Associação Renascer, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos seropositivos e suas respectivas famílias.



“Um fala do céu... o outro fala da terra!”



Por tudo o que é bom, vale a pena divulgar... As Máscaras impressionaram-me...


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O Amor de Arlequim e Pierrot aplaudido na Praia


Imagine assistir a algo onde consiga encontrar um pedaço de si em cada personagem que caminha, em cada palavra transmitida, em cada sentimento sentido. “As Máscaras” são isto e muito mais…


O Amor. O “Fogo que arde sem se ver” de Luís de Camões, o “traje” de Bernardo Soares “que como não é eterno, dura tanto quanto dura” ou aquele que segundo Eugénio Tavares “é mar quando está manso, geme com gosto, ama no descanso”. Várias formas de ver uma”estranha coisa chamada amor”.

Menotti Dell Pichia, poeta, escritor e pintor modernista brasileiro escreveu “Foi assim: deslumbrava a fidalga beleza da turba nos salões da Senhora Duquesa” e João Branco imaginou... “Um dia o actor brasileiro Cadú Favero olha para mim e diz-me que tem um sonho. E diz-me mais: que eu entro nesse seu sonho. Que sonho é esse, pergunto. A resposta não tardou e veio acompanhada da primeira fala de um texto poético-teatral que não conhecia, num bom sotaque carioca”. De imediato, uma montagem cénica no pensamento, “um relâmpago criativo, que apenas poucas vezes na vida ousamos experimentar”, diz João Branco.

A peça teatral “Máscaras” era o próximo desafio. O Amor... de Arlequim e Pierrot por Columbina. Dualidades eternas. Em cada um deles há um pouco de cada um de nós. “O primeiro é o que beija o sonho, o segundo o que sonha com o beijo e a terceira a que ama, sem dó nem piedade o sonho e o seu espelho”.

Directamente do Mindelo para a Praia. Um hino ao Amor fez-se ver, ouvir e impressionar no Auditório da Assembleia Nacional. “Um espectáculo de palavra” que move-se em torno de três personagens, que se interligam, que suspiram os seus desejos emocionais e carnais numa “interpretação cantada, ou se quisermos quase suspirada”.
Enquanto Arlequim e Pierrot piscam o olho a Columbina, cada um com o seu estilo, romântico ou explosivo, sereno ou fugaz, dois seres anónimos, “sem rostos, corpos deformes… deambulam pelos cinco sentidos, se tocando, se beijando, se vendo”, presenciando uma história de um trio amoroso. Duas interpretações dançantes, várias máscaras a deambularem pelas suas mãos e rostos. Mano Preto e Beti Fernandes, os bailarinos da Companhia Raiz di Polon, dão vida ao espectáculo com os seus incontornáveis gestos e expressões.

Sussurra-se as últimas palavras… “Porque a história do amor só pode se escrever assim: Um sonho de Pierrot E um beijo de Arlequim!”. A plateia quase cheia do auditório aplaude de pé. O pano desce e fica-se com o sentimento de missão cumprida.

Um espectáculo mais maduro

João Branco, encenador e director artístico do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português, apenas teve um desejo quando as palmas soaram pela sala.
“Que levassem alguma coisa. Geralmente, costumo dizer que o mais importante é que as pessoas possam ser um bocadinho mais felizes, depois de serem confrontadas com aquilo que fazemos. Que tenham crescido enquanto seres humanos. Além disso, a arte cénica é muito transparente, nós damos aquilo que recebemos, não há bons e maus públicos, o que há é bons e maus espectáculos”.

Sair do estereótipo básico do amor. Foi uma tarefa cumprida nesta peça que cativa pela escolha dos figurinos, musicalidade, desenhos de luz, cenário, bailarinos e interpretações espontâneas e sentidas. “Este texto demonstra que se pode celebrar o amor sem ser de forma vulgar, especialmente num lugar como Cabo Verde onde o amor é exaltado de uma forma demasiado “pimba”, seja através da influência das novelas ou das letras do zouke, - e eu até gosto de algumas novelas e de uma vertente do zouke que me permite dançar. Mas há sempre outra maneira de se fazer as coisas”.

Os bailarinos. Duas figuras misteriosas, mascaradas, com um “je ne se quois” de misticismo e sedução, esvoaçam pelo palco trazendo consigo a riqueza dos movimentos.
Os seus corpos brincam como duas crianças ao sabor do vento. “Não há perfeições na criação artística. Costumo dizer aos meus alunos que no dia em que fizerem a peça de teatro perfeita têm de parar de fazer teatro e partir para outra esfera de actuação. É por isso que considero a junção da companhia Raiz di Polon com o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português muito interessante e resulta essencialmente da admiração que ambas as companhias têm uma pela outra, e do facto do trabalho de cada uma ser muito diferente, conjugando linguagens desiguais, permitindo uma grande aprendizagem mútua. Acerca do espectáculo na Praia, o Mano Preto disse algo muito acertado - «hoje senti que tínhamos uma co-produção». Uma sensação que não existia no Mindelo, porque não houve muito tempo para estarmos juntos. Este espectáculo está, pois, mais maduro”, revela João Branco, assumindo-se na “vida real” como uma mistura do que “beija o sonho e o que sonha com o beijo”.

“Claro que há uns que têm mais tendência para a componente do desejo, ou seja, para a componente física, que é a muito cabo-verdiana. Sonhar aqui com um amor platónico chega a ser considerado um pouco maricas”, ironiza o encenador.

Com interpretações de João Branco (Arlequim), Arlindo Rocha (Pierrot) e Romilda Silva (Columbina) e com uma participação especial de Mayra Andrade e Mário Lúcio Sousa, as “Máscaras” partiram da Praia de volta ao Mindelo, onde nos próximos dia 28 29 e 30 de Novembro, no Centro Cultural, preparam-se novamente para impressionar…

"In Expresso das Ilhas"


Foto: Baluka Brazão

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

"Dias Loureiro tomou a iniciativa de solicitar uma auditoria ao Banco de Portugal (BP) por existirem dúvidas quando ao modelo de gestão do Banco Português de Negócios (BPN). O pedido foi ignorado em 2001 pelos responsáveis do banco central liderado por Vítor Constâncio, mas Dias Loureiro continua determinado em contibuir para esclarecer o que se passou, apesar de não prestar declarações à Comunicação Social." - in Jornal de Notícias

Muita tinta ainda vai correr sobre o BPN. Muito pó se vai levantar do tapete, resta agora saber se vai haver coragem para se varrer a casa. The game just started now.

Máscaras que impressionam

Peça de Teatro "As Máscaras"... No auditório Nacional da Praia

Fui, Vi ... amei. O texto é envolvente, apaixonante e actual. A partir do poema "Máscaras", de Menotti del Pichia, poeta, escritor e pintor modernista brasileiro, uma história sobre três personagens que fazem um hino ao amor. Nostálgico, entusiasmante e com apontamentos estratégicos de humor.

Três figuras centrais... Arlequim, Pierrot e Columbina. "O primeiro é o que beija o sonho, o segundo o que sonha com o beijo e a terceira a que ama, sem dó nem piedade o sonho e o seu espelho".

Em cada um deles há um pouco de cada um de nós.

"Uma interpretação cantada, ou se quisermos quase suspirada. Esta musicalidade, inspirada na forma de ser e estar do povo-caboverdiano, um povo musical, por excelência... Bamboleando e piscando o olho à vida".

Parabens ao João Branco e ao elenco pela audácia teatral, capacidade surpreendente em palco, naturalidade artística e principalmente por nos dar a conhecer este "espectáculo da palavra" ....

Como ele próprio disse é impossível dizer-se que na Praia não se vai ao teatro... A sala estava quase cheia! Venham mais destes!

(*as frases em aspas são excertos de um texto escrito pelo João Branco, que consta no planfeto que apresenta a peça)

As capas dos principais dos jornais portugueses fazem alusão ao “tiro no pé” de Manuela Ferreira Leite. “Será que não é bom haver seis meses sem democracia? Mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”, disse a líder do maior partido de oposição, durante um almoço da Câmara de Comércio Luso-Americana. A ex ministra da Educação e das Finanças, falava da necessidade de implementar reformas num estado democrático.

Tal como o comentador da TSF, Mário Bettencourt Resendes defendeu não quero acreditar que Ferreira Leite seja a favor da Ditadura, mas também não consigo perceber o que lhe terá passado pela cabeça, para dizer tamanho disparate, vindo de uma pessoa que aspira ser a próxima primeira ministra de Portugal.

Quis brincar com a ironia mas pelos visto a ironia é que brincou com ela. Num momento, onde o Governo PS está fragilizado com a “guerra fria” entre os professores e Maria de Lurdes Rodrigues, a líder do PSD não soube jogar com os trunfos que tinha na mão. Em vez disso, fez com que José Sócrates dê se umas valentes gargalhadas perante tal situação. As palavras pesam em politica e vindo de uma senhora experiente não se percebe…

A Cegueira de Saramago em filme



A obra de José Saramago "Ensaio sobre a Cegueira" passou das páginas do livro para as telas cinematográficas. Agradou me bastante a escolha do elenco Julianne Moore (Hannibal), Mark Ruffalo e Gael García Bernal (Amor Cão). O realizador é o brasileiro Fernando Meirelles.


A história é sobre uma epidemia de cegueira que gera o caos e desperta o pior que há no ser humano... Fico aguardar ver por cá o filme!


Normalmente fico desiludida quando os livros são retratados no cinema (apenas O Amor nos Tempos de Cólera fugiu à regra) esperemos que este seja a segunda excepção.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

As minhas palavras

A próposito de algumas críticas que fiz no meu blog ou em comentários deixados noutros blogs, acerca de situações menos felizes em Cabo Verde.

Primeiro ponto. Não retiro nem uma vírgula do que disse porque nunca o fiz com intenção de ofender ninguém. Falo daquilo que vejo, que observo, tal como faria em qualquer parte do mundo e como fiz no meu país. Sim é verdade que muita gente não sabe o que é o príncipio do contraditório em Cabo Verde e isso é fundamental para quem quer ser chamado de jornalista... e depois quem quiser que enfie a carapuça, porque certamente aqueles que sabem o significado não se reveem na minha critica. Há que separar as águas, há maus jornalistas porque assim o querem ser e estão a 'cagar-se' literalmente para a profissão, há maus jornalistas porque não tiveram bons mestres, e há bons jornalistas que simplesmente amam o seu trabalho... e esta realidade há em Cabo Verde, Portugal e em qualquer parte do mundo.
Segundo. Para mim não é vulgar um menino de rua com nove anos drogar-se e nem é normal uma menina de DEZ ANOS engravidar. Como em Portugal não é normal ver amigos com quem cresci a entregarem-se as teias da Droga ou crescer num bairro (Zona J) onde a maioria parte dos adolescentes vivem divididos entre o crime e os estudos. E tal como escrevi em Portugal sobre situações criticas escrevo também aqui o que sinto, o que vejo, o que observo. E nunca mas nunca vou parar de o fazer, se escolhi seguir o caminho do jornalismo não foi por estar na moda ou por dinheiro, porque isso até seria uma ilusão.“Esta terra não me vai vencer eu é que vou vencer esta terra”, o significado está na cabeça de cada um e no contexto que cada pessoa quiser atribuir. No meu entender não me deixo abalar por momentos dificeis e nem vou deixar para trás uma terra por quem me apaixonei, por isso “Cabo Verde não me vai vencer”, porque vou ficar e ultrapassar os maus momentos quando eles surgirem. Mas se calhar o meu primeiro post não tem qualquer valor já que falava bem de Cabo Verde. O que interessa é o mau.

Vou continuar a ser eu mesma... isso não tenho dúvidas. Quando tiver que criticar não hesitarei, mas quando tiver que elogiar esta terra serei a primeira na linha da frente. Não é por nada que acordo todos os dias feliz por estar aqui.
Vou continuar também a errar, a aprender, a ensinar... agora nunca irei viver na passividade.

Mickey Mouse it´s your birthday


Confesso que não era das minhas personagens preferidas... Tem um ar de bonzinho que nunca achei muita piada, mas a sua voz fininha fez parte da minha infância, por isso não poderia deixar de felicitar o rato Mickey pelos seus 80 anos.


O rato mais famoso do mundo, além de ser o grande herói dos anos da Depressão, numa altura em que são criados também Pluto, Mancha Negra, Pateta, Clarabela e Pato Donald é o anfitrião da Disneyland...


Lá em casa também tenho um anfitrião, mas esse nem sequer vai chegar aos 20 quanto mais aos 80...

Já estão a caminho...




Estreia, amanhã, no Auditório Nacional, na Praia, a peça de teatro "Máscaras", co-produção do Grupo de Teatro do Pólo no Mindelo do IC-CCP e Companhia Raiz di Polon.


A não perder...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A menina dos olhos lindos


Tive o prazer de conviver com ela no meu primeiro estágio. Estava "fresquinha que nem uma alface", não conhecia ninguém e até tinha um certo receio de conhecer. Quando a vi pela primeira vez pensei: "Doida, completamente doida", mas quem teve o privilégio de privar com ela certamente que nunca mais a esqueceu. Quando entrava na redacção não havia quem não ficasse animado. E mesmo quando estava chateada aquela TVI estremecia. Mas era 100% natural, 100% extrovertida... Onde estava a Rute estava a diversão...
Nas saídas à noite, à extinta discoteca Fama, era a que tinha mais pedalada e sempre com um sorriso nos lábios, sempre com altas gargalhadas, que só de ouvi-las não dava para parar de rir.
Era ambiciosa queria mais e fazia por isso. Tanto batalhou que conseguiu chegar a pivot do noticiário da manhã do quarto canal.
Até que a leucemia "apanhou-a"... Lutou vários meses na cama de um hospital, só os amigos mais chegados sabiam... Partiu no dia 6 de Novembro. Tinha 28 anos. A minha idade. Soube hoje. Chocou-me. Como num segundo, minuto, num mês num ano tudo pode acabar...
Até já Rute.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Menos portugueses na terra


"Portugal vai perder 700 mil habitantes até 2050, ao contrário da maioria dos países da Europa Ocidental, que terão um aumento de população nas próximas décadas, de acordo com um relatório das Nações Unidas".

Talvez se criarem mais condições para os jovens casais, como a facilidade ao crédito na compra de casa, regalias para famílias com mais de 1 filho, os portugueses comecem a pensar em terem bebés mais cedo. Passamos do oito para oitenta... e qualquer dia há mais portugueses fora do cá dentro.

Quem chegar primeiro fica com a casa

Achei esta notícia super interessante. Uma preciosidade…

“Mais de um milhar de pessoas continuam hoje a fazer fila numa localidade nos arredores de Madrid para se inscreverem na compra de um apartamento barato. Um construtor prometeu vender mais de 2.000 fogos ao preço de custo, mas a Câmara Municipal local não acredita na oferta.

Para evitar as confusões e as aldrabices, os campistas criaram um sistema de senhas para assegurar o lugar na fila.

O construtor, José Moreno, cuja empresa tem sede em Fuenlabrada, promete andares de até 120 metros quadrados por menos de 160.000 euros, uma pechincha no mercado espanhol. A venda é feita através de uma cooperativa.

Moreno diz que vai fazer a repartição dos apartamentos no sábado, dia 15, às 10h00. Podem concorrer os jovens entre os 18 e os 35 anos e os divorciados que não tenham casa em seu nome. O processo de escolha é muito simples: quem chegar primeiro fica com as casas.

Daí não é de estranhar o acampamento que se criou na rua da sede da imobiliária desde que o anúncio foi feito, no passado domingo.

O presidente da Câmara de Fuenlabrada, Manuel Robles, não está muito satisfeito com a questão e diz que não há terrenos disponíveis para construir, pedindo às pessoas para não alimentarem falsas expectativas.

O construtor, que se considera um “Robin dos Bosques” dos jovens, diz que só vai ter um benefício de 3,6%, mas que ainda pode baixar para 3%.

Esta oferta de casas a custo baixo ocorre numa altura em que, apesar os preços das casas terem baixado ligeiramente por causa de crise económica, os espanhóis têm sérias dificuldades em aceder a uma casa, especialmente os mais jovens”.

Fonte lusa

Portugal ao rubro

Primeiro acontecimento

O (número já não interessa) round já começou... No canto esquerdo, a Ministra da Educação e o seu sistema de ensino. O irredutível Primeiro-Ministro, José Sócrates (que já garantiu que a avaliação dos professores vai continuar a ser feita nos moldes acordados com os sindicatos) dá à pupila as últimas instruções, antes do som do gongo. No canto direito, o professor, que já prometeu não dar descanso ao estimado Governo até às eleições. Na plateia fazem-se apostas. Enquanto andamos neste impasse, de medir forças para ver quem leva o trófeu para casa, quem paga são os alunos, que por sua vez, preferem expressar a sua revolta através de um tiro ao alvo à ministra, onde os dardos são substituídos por ovos. Confusão? Eu diria mais... uma autêntica omolete ao estilo português.


Segundo acontecimento

1995. "É só fazer as contas", a mítica frase do então Primeiro-Ministro, António Guterres, a referir-se ao Produto Interno Bruto, depois de estar alguns segundos a tentar ele próprio fazer as contas.

2008. A ministra da Saúde, Ana Jorge, após ser questionada várias vezes, escusou-se a revelar o valor das dívidas do Serviço Nacional de Saúde (SNS). "Não sei. O Sr. secretário de Estado poderá responder melhor do que eu. É só fazer as contas.".

Ao fim de mais de dez anos, será que ninguém sabe fazer a porra das contas?
É tão feio Sra. Ministra ser macaquinha de imitação.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O regresso de D. Sebastião. Parte (já perdi a conta...)


Ele tenta mas não consegue... É mais forte do que ele. Pedro Santana Lopes está de volta em mais um filme, desta vez "O Assalto à Câmara de Lisboa, Parte II). Em entrevista à revista "Pública", o D. Sebastião do Partido Social-Democrata referiu que a sua candidatura à autarquia "é uma prioridade e que quer tentar dois mandatos". Valham-nos todos os santinhos lisboetas e os restantes se o abominável homem das promessas, que tem como hobbie preferido deixar as edilidades com os bolsos vazios, vence esta batalha.

Santana já conta com o apoio da distrital do PSD Lisboa (eternos santanistas) … Nada que me espante... Mas ainda não há luz verde da líder do partido. Como a “Ferreirinha” nutre sentimentos verdadeiros, sinceros por aquela personagem é óbvio que vai apoia-lo. Porquê? Só para assistir da primeira fila a mais uma derrota do político que está no primeiro lugar da charada. “Qual é ele qual é ela que não consegue se afastar das luzes da ribalta?

Pedro Santana Lopes tem mel, disse-me Mário Resendes há pouco na SIC Notícias, mas os portugueses já estão fartos dos amargos de boca oferecidos pelo ex Primeiro-ministro. Nem sempre o que é doce é bom!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Funaná da Margarida


O meu primeiro funaná em terras de Morabeza!!! Confesso que com tanta volta ainda fiquei mais branca do que estou! :)

Mal me quer bem me quer


Não percebo como uma jovem de 22 anos é mãe quanto mais uma menina de 14 e 15 anos. Por isso, quando me deparei com essa realidade em Cabo Verde fiquei mais uma vez chocada. Acho que já vem sendo um hábito. É inacreditável para mim, mas parece que para a sociedade é um facto banal. "Meninas e moças" desfilam pelas ruas de Praia orgulhosas da sua barriga como se o amanhã não existisse. Aquele é o seu troféu! Passam despercebidas e só aqui a portuguesa é que fica pasmada a olhar para uma criança que está à espera bebé. Lili deixou-me sem palavras…

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Chega devagarinho. Pede licença para entrar. Traz a promessa de que veio para ficar. A primeira reacção é de querer, de imediato, fechar a porta. Depois faz-se de convidada à força. Assim é a gravidez precoce. Uma realidade que deixa marcas na alma e no rosto de quem a carrega.


Ser criança… Jogar à bola, brincar às escondidas, pular, saltar, dizer os mais inofensivos disparates, ter uma única liberdade que só ocorre naquele tempo, em determinada época, naquela infância. Fazer birras desnecessárias, fazer perguntas indiscretas. Aprender, estudar, ouvir os conselhos dos mais velhos, viver de sonhos. Ser criança é tudo isto e muito mais.

Aos dez anos, Lili (nome fictício) já não fazia isso. Os meninos eram olhados não como meros companheiros de “diabruras infantis”, mas como possíveis parceiros sexuais. Uma menina num corpo de mulher. A fase de criança desaparece quando o corpo começa a passar por certas mudanças. Mas para a sociedade, Lili continuava a ser apenas uma menina de dez anos. A menstruação chegou aos oito anos. Tal como a promiscuidade, característica apontada pelos amigos mais chegados. Lili é mais um caso da disfunção paternal… do pai pouco se sabe, a mãe sempre ignorou-a, não querendo saber dos seus receios, medos, afastando-se simplesmente do seu crescimento. Nunca foi registada.

“Adoptada” por uma mulher muito respeitada no Platô, Lili tinha um fascínio especial pela rua. “Corria atrás dos rapazes, eles eram o seu alvo predilecto”, conta uma vizinha. Aparentando ter 16 anos, procurava no sexo masculino “aquilo que nunca tinha recebido da verdadeira família”: amor e afecto.
A caminho dos 11 anos, engravida de um homem 20 anos mais velho. “Ele não sabia que ela tinha aquela idade. Andava sempre atrás dele, não o deixava em paz, acho que chegou um momento que ele não resistiu mais”, conta a mulher que agora dá auxilio à jovem actualmente com 17 anos. Com cerca de quatro meses, os professores descobriram que a menina estava à espera de bebé. Na altura, o caso chocou a sociedade caboverdiana.

Tal como manda a lei, que pune criminalmente as relações sexuais com menores de 16 anos, o homem foi preso, ficando quatro anos atrás das grades. Lili ficou com uma menina nas mãos. “Uma criança a cuidar de outra criança”.
Com ajuda dos vizinhos e da “mãe adoptiva”, deu à luz após três dias do seu aniversário. Lili nunca foi acompanhada por um psicólogo, por uma assistente social, por alguém que a orientasse nesta nova caminhada.


Hoje já não conta com o apoio da mãe adoptiva, faleceu há um ano. O dia à dia começa de manhã quando vai deixar a sua menina de seis anos a uma senhora que a ajuda. “A vida dela é dormir, ir trabalhar, de vez em quando, e à noite vai para escola. Diz que só quer fazer o 12º ano”, conta a mulher que toma conta da pequena criança. Só à noite é que Lili vai buscar a filha depois de sair das aulas. A relação resume-se somente a um “chamar mãe e filha”, não há elo de ligação, não há envolvência. Tal como a mãe, a menina de seis anos aparenta já ter 10 anos, anda na escola e o que mais gosta de fazer é de ir à escola. “Estou aprender a escrever e a ler”. Quanto a lili não tem sonhos para contar ou objectivos para alcançar.

In "Expresso das Ilhas"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A comédia numa tal audição sobre o Banco Insular

5 de Novembro, Assembleia Nacional. Sala da China. A Comissão Especializada de Finanças e Orçamento convida o Governador do Banco Cabo Verde, Carlos Burgo, para proceder a alguns explicações sobre o caso do Banco Insular e as suas polémicas transacções financeiras com o Banco Português de Negócios.
Aquilo que deveria ser uma audição séria, já que se trata de um assunto nacional, do interesse público, tornou-se numa autêntica palhaçada! (Desculpem o termo mas não encontro outro que defina melhor aquilo que observei.)

Enquanto o Governador presta as informações necessárias, os deputados saiem da sala para receber telefonemas, atendem inclusive chamadas quando nesse preciso momento está a ser respondida aquela pergunta que tanto anseiavam ouvir e, que várias vezes se demonstraram impacientes para que fosse esclarecida. E para piorar este lindo cenário eis que em pleno discurso, o toque do telemóvel do Sr. Governador "vagueia" pela sala. Para-se um momento: "Agora não posso atender" e retomasse a tal audição tão importante para o País.

Esquecer de desligar ou colocar o telefone no silêncio é humano, agora durante duas horas consecutivas, este "esquecimento" repetir-se vezes sem conta é que já não há explicação.

Um sai o outro entra, "Querida estou numa tal audição", "Ligue-me daqui a cinco minutos" "Isto deve estar a acabar".

A comédia em pleno debate sobre um tal assunto que parecia ser fundamental para o esclarecimento dos deputados e cidadãos... Parecia!

O final do dia no Tarrafal



Há coisas fantásticas não há?

Yes He Win


Sai ontem a correr da redacção, para não perder pitada das eleições americanas.
Era 00h30 quando cheguei a casa. Como a TV Cabo continua sem dar sinal de si (o pedido já foi feito há três semanas, mas como dizem sempre: é normal... a impassividade como sempre em primeiro lugar, contudo isso já é outra história) fiquei com a RTP 1, cuja cobertura desiludiu-me... Um José Rodrigues dos Santos mal informado, uma convidada americana que tentava com muito esforço emitir algumas palavras em português. Directos sem brilho. Resultado: com o cansaço adormeci sem dar conta.

"Barack Obama é o novo presidente dos Estados Unidos da América", acordei com essa frase. O misto de estrela de rock, com uma mistura de “entertainer”, juntando-lhe o “animal político” que há em si fez história!

Hoje um dos primeiros e-mails que recebi foi de uma amiga de Portugal que me mandava o video da consagração do democrata com uma frase. "Até chorei". É verdade Obama tem esse efeito. Mexe com as pessoas tal como Jonh F. Kennedy ou Nelson Mandela.

Nos próximos dias, se calhar o nome Barack Obama entrará para o guiness por ser tantas vezes pronunciado.

Acredito plenamente que o homem que a 21 de Janeiro de 2009, será oficialmente o 44º Presidente dos E.U.A, vai brilhar na política externa, deixando a sua marca nos livros da história.

Quanto às promessas, tal como todos os políticos, metade não vão ser cumpridas, Obama é um "strong man", com uma poder de retórica hipnotizante, capaz de mover multidões, mas não deixa de ser um político...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Saudades do "chinezinho limpa o pó"


Lembrou-me de em miúda não parar de emitar as suas rábulas... Como tinha os olhos em bico adorava fazer de "chinezinho limpa o pó". Passava horas em frente ao televisor a assistir ao show do Badaró, ao ponto da minha mãe me persuadir com um doce ou com um chocolate (confesso que adoro guloseimas). Tentativas falhadas, Badaró fazia me rir como ninguém. O humorista morreu aos 75 anos vítima de cancro. Tal como outros artistas, na hora do adeus, somente caras desconhecidas prestaram-lhe uma última homenagem. Há muito que o meio artístico tinha se esquecido dessa figura que trabalhou no teatro, rádio e na "caixinha mágica". Aqui fica a homenagem de mais uma desconhecida que irá recorrer muitas vezes ao You Tube para ver as rábulas fantasticas do "Ó Abreu, dá cá o meu".