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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Beber um chá com...

Um novo blog para seguir... http://omeuchaverde.blogspot.com/ O nome não podia ser mais sui generis: chá verde. Não fosse ela de S. Miguel, que tem das únicas plantações de chá da Europa. Um bem haja aos Açores e a ti Claudia por brindar-nos com a tua escrita que é sempre um prazer ler.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Momento enriquecedor

Ao estilo de uma tocatina onde a música é rainha, o Liceu de S. Domingos prestou uma homenagem ao mestre das sonoridades, Fulgêncio Lopes Tavares, mais conhecido como Ano Nobu, na noite de ontem, 13.

Seis anos após a sua morte, amigos, convidados e familiares recordaram as suas composições que sobrevivem à passagem do tempo.

O espaço era singular, sem ser necessário muita pompa e circunstância. Uma sala, várias cadeiras expostas em direcção ao palco e diversas mesas com comes e bebes para os convidados. Um espaço sem muitos requintes, mas em que o essencial estava lá: alegria, boa disposição, muito convívio e o espírito de Ano Nobu em cada música tocada, em cada voz sentida.

O cavaquinho, a viola e o violão foram os primeiros a entrar em cena, por volta das 19h30, conduzidos por Flávio Tavares, mais conhecido como “Furacão” (filho de Ano Nobu), Joaquim Leal e Idílio Leal, as mornas e os funanás eram progressivamente recordados, com um sentimento de nostalgia e emoção à mistura.

Tal como o discípulo Manuel de Candinho referiu: “cada vez que subo a um palco para prestar-lhe uma homenagem sinto a sua presença. Não é por acaso que se gosta tanto dele. Ano Nobu dava a toda a gente aquilo que não tinha”, referiu o músico.

Fui somente para observar, escutar, ouvir, sentir. Ali ninguém me conhecia. Não havia pessoas famosas... Não havia vestuário requintado, as palavras entoadas em conversas não eram "caras", falava-se antes a lingua do povo, das gentes, sem medos, sem constrangimentos.

Respira-se ao convivio da pura paródia, quer-se ouvir música pelo simples de se gostar. Todos se sentem à vontade, porque as aparências não se sentam nas cadeiras disponíveis.

Ri-se com o poema da "Julia" dedicado ao Ano Nobu, comove-se com a maneira de Pascoal cantar, gosta-se do que o Manuel de Candinho exprime quando pega na viola.

Todos participam, todos se exprimem da forma que querem, sem estarem preocupados se estão a fazer bem ou não. Estão apenas a divertirem-se a prestar uma homenagem a um homem que adorava estar rodeado de amigos.

Uma salva de palmas para estes momentos que se repetem um pouco por todo o Cabo Verde...

Basta ir à procura e sair daquela concha em que estão fechados, deixando de lado os grandes eventos, os grandes concertos de circunstância, onde às vezes vão sem terem conhecimento de causa, vão porque a moda é ir, porque fica bem aparecer.

E fechamos muitas vezes a porta a riquezas culturais como esta, onde se tem a hipótese de descobrir histórias antigas, partilhar experiencias e acima de tudo ouvir sons improvisados. Isto também é cultura!

Venham mais!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ano Nobu - Homenagem ao mestre

O liceu de S. Domingos, em parceria com a fundação Ano Nobu, vai organizar, um espectáculo de homenagem ao grande músico e compositor Ano Nobu, já na próxima quarta-feira, dia 13, a iniciar por volta das 18h30, naquele estabelecimento de ensino.

Da lista de artistas fazem parte a actuação em conjunto de Manuel Candinho, discípulo do malogrado artista, com Paulino Vieira. Esta iniciativa intitulada "S. Domingos canta Ano Nobu", irá também contar com a actuação de alguns grupos locais, que tiveram como "mestre" Ano Nobu.

A não perder a homenagem ao homem que possui mais de 500 composições, em que segundo Manuel Candinho ensinou música a todos os que o procuravam, foi o professor e um humilde servidor de todos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Um comentário

O crime violento ocorrido no "Voz di Povo", um sítio que frequento ultimamente às quarta-feiras para o "Win and Cheese", provocou uma onda de revolta.

Muito se tem falado agora. Uns argumentam que afinal o irmão de Steffani, Carlos Albino, mais conhecido como Bino, também foi cumplice na morte de Dudu. Outras testemunhas alegam que após a primeira briga ter-se iniciado entre Stefanni e Dudu, este ultimo contou com a ajuda de dois amigos para espancar Stefanni, levando este a ir buscar a casa uma arma para se vingar.

Muito se fala, muito se diz, é normal nestes casos. Somente os que estiveram lá é que presenciaram a tragédia é que poderão relatar os factos.

Agora o mais importante é saber essa verdade, nua e crua, doa a quem doer. Porque ninguém em lugar nenhum do mundo, seja alto, baixo, gordo, magro, de pais pobres, de familias ricas, tenha ou não formação tem o direito de tirar a vida a alguém. Seja qual for o motivo. Por vezes perdemos a cabeça é certo, mas não podemos chegar ao cumulo de matar alguém. Qualquer dia o que é excepção torna-se uma mera rotina e assassinar alguém ao desbarato vira moda.

Mesmo que a culpa da primeira briga tenha sido de ambas as partes, mesmo que seja veridico de que Dudu juntamente com mais duas pessoas tenha espancado Stefanni nada justifica que se vá buscar uma faca e se entre num bar com o intuito de matar.

A Justiça tem de funcionar!!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Praia está de luto... E perde-se assim uma vida!

Noite violenta no pub “Voz di Povo” com uma morte

05 Janeiro 2010

Stefanni Mandela Santos, filho de Miluci e Jacinto Santos, é apontado como tendo esfaqueado mortalmente Dudu Teixeira, e dois outros indivíduos, dentre eles o próprio irmão Bino, na sequência de uma briga no pub “Voz di Povo”, propriedade do jornalista Tony Teixeira. Os pormenores do incidente ainda não são de todo conhecidos. Fala-se numa outra vítima internada no Hospital Agostinho Neto.
A cidade da Praia amanheceu hoje sob o impacto da notícia de uma briga entre os frequentadores do pub “Voz di Povo”, propriedade do jornalista Tony Teixeira. Informações várias referem que Stefanni Santos, filho de Miluci e Jacinto Santos, apunhalou mortalmente esta noite Dudu Teixeira, irmão do dono do bar na sequência de uma briga. Fala-se em duas outras pessoas, dentre elas o próprio irmão Bino, e ainda de Naco, filho do conhecido Gil "Tchibita" Fernandes. Bino e Naco estão internados no Hospital Agostinho Neto.

Dudu Teixeira, por seu turno, vive nos EUA e encontrava-se de férias junto da família. É o "codê" dos vários filhos de Ovidio e dona Niquinha. Esta é a terceira morte, em três anos, que abala a familia Teixeira, depois de Lúcia Anjos e Ovidio Teixeira.

As razões que levaram a este incidente entre Stefanni e Dudu não estão ainda de todo apuradas. Os nossos esforços para obter informações mais fidedignas revelaram-se em vão, uma vez que as nossas fontes na policia estão no terreno a tratar do caso. Por isso, assim que for possível, apresentaremos mais elementos sobre este caso que vem entristecer duas conhecidas famílias desta cidade: os Teixeira e os Santos.

Situado no rés do chão do edifício do antigo jornal “Voz di Povo”, daí o nome do pub, este espaço foi inaugurado há poucos meses, tornando -se em pouco tempo um lugar de referência para os frequentadores da “night” praiense. O mesmo é frequentado sobretudo por jovens, nomeadamente, estudantes e quadros.



Fonte: A Semana Online


A Droga não escolhe raça. cor, nem estatuto social. Isso é um facto incontestável. Pode acabar com uma vida em minutos ou com uma familia em segundos. Num simples piscar de olhos. Segundo algumas vozes não foi a primeira vez que Stefanni viu-se envolvido em desacatos com maior gravidade. Tudo por causa do estado inalterado em que se encontrava.

Ao que se consta o autor do crime, um rapaz de boas familias, estaria a fazer necessidades à porta do estabelecimento, tendo sido repreendido pela vitima para nao o fazer. Contrariado avançou para a vitima, para lhe dar com uma garrafa de cerveja mas o falecido conseguiu mobiliza lo.


Não satisfeito foi a casa buscar uma faca e sem meias medidas entrou novamente no Voz di Povo esfaqueando um homem que se encontrava com a esposa e Dudu. O irmão do criminoso, tentou impedir o irmão tendo sido também esfaqueado.

Hoje a Praia está de luto... É inconcebivel uma pessoa que mata sem pensar duas vezes ainda estar a conviver em sociedade. Nao há ninguem acima da lei, faça-se agora justiça!

Animais ferozes que assassinam sem pensar nas consequencias devem estar enjaulados. Nao há desculpas possiveis, nem perdoes porque ninguem vai conseguir apaaziguar o coraçao daquela mae que perdeu um filho!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Um novo começo.. tudo a postos! Levantar voo!

6 anos de idade... a caixinha mágica tinha várias luzes luminosas que eu adorava observar. aquelas cores, imagens, bonecos mexiam com a minha mente, fazendo me voar para outros mundos, onde eu era a única que tinha a chave para entrar.


8 anos de idade... a minha mãe entrava no quarto e ria-se com o facto de eu estar com o comando da televisão a fingir que era um microfone, a olhar para um espelho a pensar que era uma camara e a imaginar que estava a relatar uma notícia... tentava imitar tal iqual, aquelas senhoras e senhores que apareciam na televisão por volta das 20h00, de microfone em punho a falar só para mim, sobre algo que poderia ser dito de uma forma trágica, alegre ou simplesmente sem qualquer tipo de emoções.

Já na hora de escolher o curso nao tive dúvidas... aos 20 anos queria que no futuro as minhas reportagens marcassem a diferença, desejava estar nos cenários de guerra pela adrenalina, ambicionava mais do que tudo na vida ser jornalista simplesmente pelo facto do amor à profissão.

E claro acabei por seguir aquilo que por vezes tira me horas de sono, que me deixa sem horários para nada, que me oferece um cansaço e um stress inexplicavel, mas que me dá acima de tudo felicidade, prazer, alegria.

Nunca fui pessoa de ficar muito tempo no mesmo lugar... acho que quando sentimos que não estamos a evoluir ou que estagnamos nas teias da profissão temos de partir rumo a outro desafio. Gosto de sentir que estou aprender e não acordar e sentir que naquele lugar já encerrei a minha missão.


Quando assim o é agarro na minha caneta e parto em busca de outra escrita, de outra informação, de mais uma redacção com todas as suas carecteristicas, qualidades, defeitos e feitios.


No começo de um Novo Ano... encontrei novos obstaculos para ultrapassar, novas montanhas para escalar e novos mares para domar...

Deixo a Agencia Caboverdeana de Imagens (ACI), onde recebi os instrumentos, ferramentas conhecimentos sobre como é trabalhar na televisão, um lugar onde tive a oportunidade de em equipa conceber reportagens das quais orgulho-me muito, para regressar à minha velha e querida escrita, ao trabalhar em mais uma publicação, chamada A Semana.

Quem me conhece sabe que tal como começei este texto a minha grande paixão é sem duvida a caixinha mágica e como tal não poderia "abandona-la" por isso os projectos em televisão irão continuar, agora numa versão mais independente.

Porque uma coisa é certa, parar é morrer e, eu sem duvida, nunca vou parar neste mundo chamado jornalismo.


Disso podem ter a certeza!!!! :)