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quarta-feira, 8 de julho de 2009

O adeus publicitário a Michael


“Mas apesar de todo o pesar e respeito manifestado por Jackson, o público - em especial a população de Los Angeles - sente dificuldade em reagir ao pandemónio que se instalou nos últimos dias, nas notícias, nas ruas, na Internet, por todo o lado. É o caso de Anthony Spearman, de 32 anos, que foi até ao Staples Center para levantar um cartaz dizendo: "Deixem de gastar os meus impostos com milionários". "Em vez da devolução do meu IRS, recebi um vale para levantar um IOU [uma nota de dívida do estado da Califórnia, que está em falência]. Se eu morrer amanhã, a minha família recebe 350 dólares. Estou prestes a perder a casa porque o meu trabalho foi reduzido para um dia por semana. Não acho bem que o meu dinheiro seja gasto neste funeral", resumiu. Segundo as estimativas da cidade de Los Angeles, a despesa pública com as cerimónias fúnebres de Jackson pode ascender a quatro milhões de dólares”.... in Público

Sensacionalismo... puro e duro. Mas já se sabia que o velório de Michael Jackson ia ser um circo mediático, com direito a toda a pompa e cirscunstância. Sou contra, enquanto jornalista e defensor do código deontológico e ético, mas também sou contra pelo lado humano... não gostei de ver o “showneral” (palavra dada pelo jornal o Público).

Mas a verdade é que é disso que o povo gosta... E confesso que enquanto parte integrante do povo, também dei uma espreitadela ao memorial e... voltei a dar. Tudo que tenha a ver com fins trágicos de idolos, rodeados de secretismos e de bons momentos à pelicula cinematográfica, sentamo-nos à frente do televisor com o saco das pipocas. Chocou-me a morte de Michael Jackson como à maioria das pessoas que cresceram a ouvir as suas músicas mas, chocou me ainda mais o que vi ontem... sem nunca conseguir tirar os olhos. Se não fosse um compromisso marcado tinha ficado a assistir... Shame on me!
Agora é totalmente condenável... todo o aparato, suspense, propocionado até pela própria família.

Michael Jackson nunca quis que invadissem a intimidade dos seus filhos, tomou até atitudes estranhas como lhes tapar a cara quando saiam à rua... mas será que iria gostar de ver a filha no palco do Staples Center a chorar e a afirmar o quanto amava o pai, como se tivesse que provar que apesar de todas as loucuras já feitas era um excelente pai?
A indumentária escolhida pelos irmãos, a luva branca e a gravata amarela, o caixão em ouro branco em frente ao palco, tudo pensado ao pormenor. Mas há que rentabilizar os espectáculos perdidos, já que o podutor dos shows do “regresso de Michael” foi o mesmo que organizou o memorial. Portanto tinha de ser algo em grande...
Marketing e mais marketing, agora, como nunca o nome Michael Jackson vai ser vendido até exaustão. Nada de novo... Foi assim com Elvis, Marylin Monroe, Freddie Mercury e vai continuar a sê-lo com os que vem a seguir.
A morte acaba por se tornar muito mais rentável para estas figuras que desaparecem envoltas ou em mistérios, ou em histórias dramáticas que são autênticos chamariz para os realizadores de cinema.

Não posso deixar de concordar com Elizabeth Taylor que afirmou: “Não acho que Michael quisesse que compartilhasse minha dor com milhões de pessoas. Como me sinto, é algo entre nós, não um evento público. Disse que não iria ao Staples Center e certamente não quero chegar a fazer parte de isso. Amava-o demais", disse.
E está dito...

3 comentários:

entremares disse...

Ah, Margarida... Eu às vezes bem tento, mas aquele povo ( nestas e noutras coisas ) é um pouco... estranho, diria eu...
De tudo se faz um negócio, a vida é o tal " show must go on "... e com tantos actores que têm... ficamos sempre na dúvida ...

Estão a representar?
A morte é a sério... ou até a morte se representa ?

Porque, pelos vistos, os elogios fúnebres são autênticos "guiões cinematográficos"...

Enfim... coisas estranhas...

N.Guerreiro(versão macho) disse...

olá...

Quem não gostar de Michael,gostará certamente de Ronaldo,o ""deles "" CR.

Só postei no blogue,porque apreciei a tua honestidade.

Gostava de te fazeruma pergunta, sendo jornalista,perderias esta chance de venderes uma historia destas?

1 abreijo.

Margarida Conde disse...

Olá Nuno:

Obrigada pel visita ao blog. Vou ser o mais sincera possível.

Sempre odiei noticias sensacionalistas, trabalhei em várias revistas "cor de rosa" quando estava em Portugal, mas não me arrependo, em cada experiência vivida há sempre algo aprender, mas tentei sempre sair desse mundo. Não tenho jeito nenhum para perguntar coisas da vida pessoal, fico sem jeito sabes? Mas sei que há pessoas que são "dotadas" para esse tipo de coisas.

Por isso, se fosse por livre e espontanea vontade não o faria, só se o meu chefe de redacção me destinasse esse trabalho. Mas tenho a certeza que apresentava todos os argumentos possiveis para ser outro jornalista a fazer.

Acho que preferia realizar um grande documentario sobre o percurso musical do Michael, cheio de efeitos especiais (lol) e imagens apelativas.

Agora não posso ser cínica...

Estando do outro lado, como leitora ou telespectadora fico curiosa e, a querer saber sobre a vida lunatica do artista.

Como disse no meu post sei que é errado mas há coisas que são superiores lolol como saber se de facto houve homicidio como os familiares defendem?

Saber mas não escrever nem investigar... vou te confessar uma coisa sabes qual era a história que gostaria de "vender"?

"Em 2010, um documentário o mais franco possivel sobre o assassinato de Francisco Sá Carneiro", é que quando eu estava a nascer o homem estava a morrer e desde que os meus neurónios começaram a funcionar tenho uma "panca" por toda a historia que o rodeia.

hehehhehe

cumprimentos