terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Beber um chá com...
Um novo blog para seguir... http://omeuchaverde.blogspot.com/ O nome não podia ser mais sui generis: chá verde. Não fosse ela de S. Miguel, que tem das únicas plantações de chá da Europa. Um bem haja aos Açores e a ti Claudia por brindar-nos com a tua escrita que é sempre um prazer ler.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Momento enriquecedor
Ao estilo de uma tocatina onde a música é rainha, o Liceu de S. Domingos prestou uma homenagem ao mestre das sonoridades, Fulgêncio Lopes Tavares, mais conhecido como Ano Nobu, na noite de ontem, 13.
Seis anos após a sua morte, amigos, convidados e familiares recordaram as suas composições que sobrevivem à passagem do tempo.
O espaço era singular, sem ser necessário muita pompa e circunstância. Uma sala, várias cadeiras expostas em direcção ao palco e diversas mesas com comes e bebes para os convidados. Um espaço sem muitos requintes, mas em que o essencial estava lá: alegria, boa disposição, muito convívio e o espírito de Ano Nobu em cada música tocada, em cada voz sentida.
O cavaquinho, a viola e o violão foram os primeiros a entrar em cena, por volta das 19h30, conduzidos por Flávio Tavares, mais conhecido como “Furacão” (filho de Ano Nobu), Joaquim Leal e Idílio Leal, as mornas e os funanás eram progressivamente recordados, com um sentimento de nostalgia e emoção à mistura.
Tal como o discípulo Manuel de Candinho referiu: “cada vez que subo a um palco para prestar-lhe uma homenagem sinto a sua presença. Não é por acaso que se gosta tanto dele. Ano Nobu dava a toda a gente aquilo que não tinha”, referiu o músico.
Fui somente para observar, escutar, ouvir, sentir. Ali ninguém me conhecia. Não havia pessoas famosas... Não havia vestuário requintado, as palavras entoadas em conversas não eram "caras", falava-se antes a lingua do povo, das gentes, sem medos, sem constrangimentos.
Respira-se ao convivio da pura paródia, quer-se ouvir música pelo simples de se gostar. Todos se sentem à vontade, porque as aparências não se sentam nas cadeiras disponíveis.
Ri-se com o poema da "Julia" dedicado ao Ano Nobu, comove-se com a maneira de Pascoal cantar, gosta-se do que o Manuel de Candinho exprime quando pega na viola.
Todos participam, todos se exprimem da forma que querem, sem estarem preocupados se estão a fazer bem ou não. Estão apenas a divertirem-se a prestar uma homenagem a um homem que adorava estar rodeado de amigos.
Uma salva de palmas para estes momentos que se repetem um pouco por todo o Cabo Verde...
Basta ir à procura e sair daquela concha em que estão fechados, deixando de lado os grandes eventos, os grandes concertos de circunstância, onde às vezes vão sem terem conhecimento de causa, vão porque a moda é ir, porque fica bem aparecer.
E fechamos muitas vezes a porta a riquezas culturais como esta, onde se tem a hipótese de descobrir histórias antigas, partilhar experiencias e acima de tudo ouvir sons improvisados. Isto também é cultura!
Venham mais!
Seis anos após a sua morte, amigos, convidados e familiares recordaram as suas composições que sobrevivem à passagem do tempo.
O espaço era singular, sem ser necessário muita pompa e circunstância. Uma sala, várias cadeiras expostas em direcção ao palco e diversas mesas com comes e bebes para os convidados. Um espaço sem muitos requintes, mas em que o essencial estava lá: alegria, boa disposição, muito convívio e o espírito de Ano Nobu em cada música tocada, em cada voz sentida.
O cavaquinho, a viola e o violão foram os primeiros a entrar em cena, por volta das 19h30, conduzidos por Flávio Tavares, mais conhecido como “Furacão” (filho de Ano Nobu), Joaquim Leal e Idílio Leal, as mornas e os funanás eram progressivamente recordados, com um sentimento de nostalgia e emoção à mistura.
Tal como o discípulo Manuel de Candinho referiu: “cada vez que subo a um palco para prestar-lhe uma homenagem sinto a sua presença. Não é por acaso que se gosta tanto dele. Ano Nobu dava a toda a gente aquilo que não tinha”, referiu o músico.
Fui somente para observar, escutar, ouvir, sentir. Ali ninguém me conhecia. Não havia pessoas famosas... Não havia vestuário requintado, as palavras entoadas em conversas não eram "caras", falava-se antes a lingua do povo, das gentes, sem medos, sem constrangimentos.
Respira-se ao convivio da pura paródia, quer-se ouvir música pelo simples de se gostar. Todos se sentem à vontade, porque as aparências não se sentam nas cadeiras disponíveis.
Ri-se com o poema da "Julia" dedicado ao Ano Nobu, comove-se com a maneira de Pascoal cantar, gosta-se do que o Manuel de Candinho exprime quando pega na viola.
Todos participam, todos se exprimem da forma que querem, sem estarem preocupados se estão a fazer bem ou não. Estão apenas a divertirem-se a prestar uma homenagem a um homem que adorava estar rodeado de amigos.
Uma salva de palmas para estes momentos que se repetem um pouco por todo o Cabo Verde...
Basta ir à procura e sair daquela concha em que estão fechados, deixando de lado os grandes eventos, os grandes concertos de circunstância, onde às vezes vão sem terem conhecimento de causa, vão porque a moda é ir, porque fica bem aparecer.
E fechamos muitas vezes a porta a riquezas culturais como esta, onde se tem a hipótese de descobrir histórias antigas, partilhar experiencias e acima de tudo ouvir sons improvisados. Isto também é cultura!
Venham mais!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Ano Nobu - Homenagem ao mestre
O liceu de S. Domingos, em parceria com a fundação Ano Nobu, vai organizar, um espectáculo de homenagem ao grande músico e compositor Ano Nobu, já na próxima quarta-feira, dia 13, a iniciar por volta das 18h30, naquele estabelecimento de ensino.
Da lista de artistas fazem parte a actuação em conjunto de Manuel Candinho, discípulo do malogrado artista, com Paulino Vieira. Esta iniciativa intitulada "S. Domingos canta Ano Nobu", irá também contar com a actuação de alguns grupos locais, que tiveram como "mestre" Ano Nobu.
A não perder a homenagem ao homem que possui mais de 500 composições, em que segundo Manuel Candinho ensinou música a todos os que o procuravam, foi o professor e um humilde servidor de todos.
Da lista de artistas fazem parte a actuação em conjunto de Manuel Candinho, discípulo do malogrado artista, com Paulino Vieira. Esta iniciativa intitulada "S. Domingos canta Ano Nobu", irá também contar com a actuação de alguns grupos locais, que tiveram como "mestre" Ano Nobu.
A não perder a homenagem ao homem que possui mais de 500 composições, em que segundo Manuel Candinho ensinou música a todos os que o procuravam, foi o professor e um humilde servidor de todos.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Um comentário
O crime violento ocorrido no "Voz di Povo", um sítio que frequento ultimamente às quarta-feiras para o "Win and Cheese", provocou uma onda de revolta.
Muito se tem falado agora. Uns argumentam que afinal o irmão de Steffani, Carlos Albino, mais conhecido como Bino, também foi cumplice na morte de Dudu. Outras testemunhas alegam que após a primeira briga ter-se iniciado entre Stefanni e Dudu, este ultimo contou com a ajuda de dois amigos para espancar Stefanni, levando este a ir buscar a casa uma arma para se vingar.
Muito se fala, muito se diz, é normal nestes casos. Somente os que estiveram lá é que presenciaram a tragédia é que poderão relatar os factos.
Agora o mais importante é saber essa verdade, nua e crua, doa a quem doer. Porque ninguém em lugar nenhum do mundo, seja alto, baixo, gordo, magro, de pais pobres, de familias ricas, tenha ou não formação tem o direito de tirar a vida a alguém. Seja qual for o motivo. Por vezes perdemos a cabeça é certo, mas não podemos chegar ao cumulo de matar alguém. Qualquer dia o que é excepção torna-se uma mera rotina e assassinar alguém ao desbarato vira moda.
Mesmo que a culpa da primeira briga tenha sido de ambas as partes, mesmo que seja veridico de que Dudu juntamente com mais duas pessoas tenha espancado Stefanni nada justifica que se vá buscar uma faca e se entre num bar com o intuito de matar.
A Justiça tem de funcionar!!!!
Muito se tem falado agora. Uns argumentam que afinal o irmão de Steffani, Carlos Albino, mais conhecido como Bino, também foi cumplice na morte de Dudu. Outras testemunhas alegam que após a primeira briga ter-se iniciado entre Stefanni e Dudu, este ultimo contou com a ajuda de dois amigos para espancar Stefanni, levando este a ir buscar a casa uma arma para se vingar.
Muito se fala, muito se diz, é normal nestes casos. Somente os que estiveram lá é que presenciaram a tragédia é que poderão relatar os factos.
Agora o mais importante é saber essa verdade, nua e crua, doa a quem doer. Porque ninguém em lugar nenhum do mundo, seja alto, baixo, gordo, magro, de pais pobres, de familias ricas, tenha ou não formação tem o direito de tirar a vida a alguém. Seja qual for o motivo. Por vezes perdemos a cabeça é certo, mas não podemos chegar ao cumulo de matar alguém. Qualquer dia o que é excepção torna-se uma mera rotina e assassinar alguém ao desbarato vira moda.
Mesmo que a culpa da primeira briga tenha sido de ambas as partes, mesmo que seja veridico de que Dudu juntamente com mais duas pessoas tenha espancado Stefanni nada justifica que se vá buscar uma faca e se entre num bar com o intuito de matar.
A Justiça tem de funcionar!!!!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Praia está de luto... E perde-se assim uma vida!
Noite violenta no pub “Voz di Povo” com uma morte
05 Janeiro 2010
Stefanni Mandela Santos, filho de Miluci e Jacinto Santos, é apontado como tendo esfaqueado mortalmente Dudu Teixeira, e dois outros indivíduos, dentre eles o próprio irmão Bino, na sequência de uma briga no pub “Voz di Povo”, propriedade do jornalista Tony Teixeira. Os pormenores do incidente ainda não são de todo conhecidos. Fala-se numa outra vítima internada no Hospital Agostinho Neto.
A cidade da Praia amanheceu hoje sob o impacto da notícia de uma briga entre os frequentadores do pub “Voz di Povo”, propriedade do jornalista Tony Teixeira. Informações várias referem que Stefanni Santos, filho de Miluci e Jacinto Santos, apunhalou mortalmente esta noite Dudu Teixeira, irmão do dono do bar na sequência de uma briga. Fala-se em duas outras pessoas, dentre elas o próprio irmão Bino, e ainda de Naco, filho do conhecido Gil "Tchibita" Fernandes. Bino e Naco estão internados no Hospital Agostinho Neto.
Dudu Teixeira, por seu turno, vive nos EUA e encontrava-se de férias junto da família. É o "codê" dos vários filhos de Ovidio e dona Niquinha. Esta é a terceira morte, em três anos, que abala a familia Teixeira, depois de Lúcia Anjos e Ovidio Teixeira.
As razões que levaram a este incidente entre Stefanni e Dudu não estão ainda de todo apuradas. Os nossos esforços para obter informações mais fidedignas revelaram-se em vão, uma vez que as nossas fontes na policia estão no terreno a tratar do caso. Por isso, assim que for possível, apresentaremos mais elementos sobre este caso que vem entristecer duas conhecidas famílias desta cidade: os Teixeira e os Santos.
Situado no rés do chão do edifício do antigo jornal “Voz di Povo”, daí o nome do pub, este espaço foi inaugurado há poucos meses, tornando -se em pouco tempo um lugar de referência para os frequentadores da “night” praiense. O mesmo é frequentado sobretudo por jovens, nomeadamente, estudantes e quadros.
Fonte: A Semana Online
A Droga não escolhe raça. cor, nem estatuto social. Isso é um facto incontestável. Pode acabar com uma vida em minutos ou com uma familia em segundos. Num simples piscar de olhos. Segundo algumas vozes não foi a primeira vez que Stefanni viu-se envolvido em desacatos com maior gravidade. Tudo por causa do estado inalterado em que se encontrava.
Ao que se consta o autor do crime, um rapaz de boas familias, estaria a fazer necessidades à porta do estabelecimento, tendo sido repreendido pela vitima para nao o fazer. Contrariado avançou para a vitima, para lhe dar com uma garrafa de cerveja mas o falecido conseguiu mobiliza lo.
Não satisfeito foi a casa buscar uma faca e sem meias medidas entrou novamente no Voz di Povo esfaqueando um homem que se encontrava com a esposa e Dudu. O irmão do criminoso, tentou impedir o irmão tendo sido também esfaqueado.
Hoje a Praia está de luto... É inconcebivel uma pessoa que mata sem pensar duas vezes ainda estar a conviver em sociedade. Nao há ninguem acima da lei, faça-se agora justiça!
Animais ferozes que assassinam sem pensar nas consequencias devem estar enjaulados. Nao há desculpas possiveis, nem perdoes porque ninguem vai conseguir apaaziguar o coraçao daquela mae que perdeu um filho!
05 Janeiro 2010
Stefanni Mandela Santos, filho de Miluci e Jacinto Santos, é apontado como tendo esfaqueado mortalmente Dudu Teixeira, e dois outros indivíduos, dentre eles o próprio irmão Bino, na sequência de uma briga no pub “Voz di Povo”, propriedade do jornalista Tony Teixeira. Os pormenores do incidente ainda não são de todo conhecidos. Fala-se numa outra vítima internada no Hospital Agostinho Neto.
A cidade da Praia amanheceu hoje sob o impacto da notícia de uma briga entre os frequentadores do pub “Voz di Povo”, propriedade do jornalista Tony Teixeira. Informações várias referem que Stefanni Santos, filho de Miluci e Jacinto Santos, apunhalou mortalmente esta noite Dudu Teixeira, irmão do dono do bar na sequência de uma briga. Fala-se em duas outras pessoas, dentre elas o próprio irmão Bino, e ainda de Naco, filho do conhecido Gil "Tchibita" Fernandes. Bino e Naco estão internados no Hospital Agostinho Neto.
Dudu Teixeira, por seu turno, vive nos EUA e encontrava-se de férias junto da família. É o "codê" dos vários filhos de Ovidio e dona Niquinha. Esta é a terceira morte, em três anos, que abala a familia Teixeira, depois de Lúcia Anjos e Ovidio Teixeira.
As razões que levaram a este incidente entre Stefanni e Dudu não estão ainda de todo apuradas. Os nossos esforços para obter informações mais fidedignas revelaram-se em vão, uma vez que as nossas fontes na policia estão no terreno a tratar do caso. Por isso, assim que for possível, apresentaremos mais elementos sobre este caso que vem entristecer duas conhecidas famílias desta cidade: os Teixeira e os Santos.
Situado no rés do chão do edifício do antigo jornal “Voz di Povo”, daí o nome do pub, este espaço foi inaugurado há poucos meses, tornando -se em pouco tempo um lugar de referência para os frequentadores da “night” praiense. O mesmo é frequentado sobretudo por jovens, nomeadamente, estudantes e quadros.
Fonte: A Semana Online
A Droga não escolhe raça. cor, nem estatuto social. Isso é um facto incontestável. Pode acabar com uma vida em minutos ou com uma familia em segundos. Num simples piscar de olhos. Segundo algumas vozes não foi a primeira vez que Stefanni viu-se envolvido em desacatos com maior gravidade. Tudo por causa do estado inalterado em que se encontrava.
Ao que se consta o autor do crime, um rapaz de boas familias, estaria a fazer necessidades à porta do estabelecimento, tendo sido repreendido pela vitima para nao o fazer. Contrariado avançou para a vitima, para lhe dar com uma garrafa de cerveja mas o falecido conseguiu mobiliza lo.
Não satisfeito foi a casa buscar uma faca e sem meias medidas entrou novamente no Voz di Povo esfaqueando um homem que se encontrava com a esposa e Dudu. O irmão do criminoso, tentou impedir o irmão tendo sido também esfaqueado.
Hoje a Praia está de luto... É inconcebivel uma pessoa que mata sem pensar duas vezes ainda estar a conviver em sociedade. Nao há ninguem acima da lei, faça-se agora justiça!
Animais ferozes que assassinam sem pensar nas consequencias devem estar enjaulados. Nao há desculpas possiveis, nem perdoes porque ninguem vai conseguir apaaziguar o coraçao daquela mae que perdeu um filho!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Um novo começo.. tudo a postos! Levantar voo!
6 anos de idade... a caixinha mágica tinha várias luzes luminosas que eu adorava observar. aquelas cores, imagens, bonecos mexiam com a minha mente, fazendo me voar para outros mundos, onde eu era a única que tinha a chave para entrar.
8 anos de idade... a minha mãe entrava no quarto e ria-se com o facto de eu estar com o comando da televisão a fingir que era um microfone, a olhar para um espelho a pensar que era uma camara e a imaginar que estava a relatar uma notícia... tentava imitar tal iqual, aquelas senhoras e senhores que apareciam na televisão por volta das 20h00, de microfone em punho a falar só para mim, sobre algo que poderia ser dito de uma forma trágica, alegre ou simplesmente sem qualquer tipo de emoções.
Já na hora de escolher o curso nao tive dúvidas... aos 20 anos queria que no futuro as minhas reportagens marcassem a diferença, desejava estar nos cenários de guerra pela adrenalina, ambicionava mais do que tudo na vida ser jornalista simplesmente pelo facto do amor à profissão.
E claro acabei por seguir aquilo que por vezes tira me horas de sono, que me deixa sem horários para nada, que me oferece um cansaço e um stress inexplicavel, mas que me dá acima de tudo felicidade, prazer, alegria.
Nunca fui pessoa de ficar muito tempo no mesmo lugar... acho que quando sentimos que não estamos a evoluir ou que estagnamos nas teias da profissão temos de partir rumo a outro desafio. Gosto de sentir que estou aprender e não acordar e sentir que naquele lugar já encerrei a minha missão.
Quando assim o é agarro na minha caneta e parto em busca de outra escrita, de outra informação, de mais uma redacção com todas as suas carecteristicas, qualidades, defeitos e feitios.
No começo de um Novo Ano... encontrei novos obstaculos para ultrapassar, novas montanhas para escalar e novos mares para domar...
Deixo a Agencia Caboverdeana de Imagens (ACI), onde recebi os instrumentos, ferramentas conhecimentos sobre como é trabalhar na televisão, um lugar onde tive a oportunidade de em equipa conceber reportagens das quais orgulho-me muito, para regressar à minha velha e querida escrita, ao trabalhar em mais uma publicação, chamada A Semana.
Quem me conhece sabe que tal como começei este texto a minha grande paixão é sem duvida a caixinha mágica e como tal não poderia "abandona-la" por isso os projectos em televisão irão continuar, agora numa versão mais independente.
Porque uma coisa é certa, parar é morrer e, eu sem duvida, nunca vou parar neste mundo chamado jornalismo.
Disso podem ter a certeza!!!! :)
8 anos de idade... a minha mãe entrava no quarto e ria-se com o facto de eu estar com o comando da televisão a fingir que era um microfone, a olhar para um espelho a pensar que era uma camara e a imaginar que estava a relatar uma notícia... tentava imitar tal iqual, aquelas senhoras e senhores que apareciam na televisão por volta das 20h00, de microfone em punho a falar só para mim, sobre algo que poderia ser dito de uma forma trágica, alegre ou simplesmente sem qualquer tipo de emoções.
Já na hora de escolher o curso nao tive dúvidas... aos 20 anos queria que no futuro as minhas reportagens marcassem a diferença, desejava estar nos cenários de guerra pela adrenalina, ambicionava mais do que tudo na vida ser jornalista simplesmente pelo facto do amor à profissão.
E claro acabei por seguir aquilo que por vezes tira me horas de sono, que me deixa sem horários para nada, que me oferece um cansaço e um stress inexplicavel, mas que me dá acima de tudo felicidade, prazer, alegria.
Nunca fui pessoa de ficar muito tempo no mesmo lugar... acho que quando sentimos que não estamos a evoluir ou que estagnamos nas teias da profissão temos de partir rumo a outro desafio. Gosto de sentir que estou aprender e não acordar e sentir que naquele lugar já encerrei a minha missão.
Quando assim o é agarro na minha caneta e parto em busca de outra escrita, de outra informação, de mais uma redacção com todas as suas carecteristicas, qualidades, defeitos e feitios.
No começo de um Novo Ano... encontrei novos obstaculos para ultrapassar, novas montanhas para escalar e novos mares para domar...
Deixo a Agencia Caboverdeana de Imagens (ACI), onde recebi os instrumentos, ferramentas conhecimentos sobre como é trabalhar na televisão, um lugar onde tive a oportunidade de em equipa conceber reportagens das quais orgulho-me muito, para regressar à minha velha e querida escrita, ao trabalhar em mais uma publicação, chamada A Semana.
Quem me conhece sabe que tal como começei este texto a minha grande paixão é sem duvida a caixinha mágica e como tal não poderia "abandona-la" por isso os projectos em televisão irão continuar, agora numa versão mais independente.
Porque uma coisa é certa, parar é morrer e, eu sem duvida, nunca vou parar neste mundo chamado jornalismo.
Disso podem ter a certeza!!!! :)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Dê as boas as vindas à mudança

“Não quero amar pela metade, não quero viver de mentiras, não quero voar com os pés no chão... Quero poder ser eu mesmo, mas com certeza, que não serei o mesmo para sempre...", as bonitas palavras de um dos maiores poetas portugueses, Ary dos Santos, são um estímulo quando pensamos em abandonar, de vez, o chamado “medo da mudança”.
Quantas de nós já atingiu um ponto sem retorno, em que as sílabas da palavra ”mudar” tocam, vezes sem conta, à nossa campanhia, mas recusamo-nos a descer as escadas e abrir-lhe a porta...Não nos sentimos bem ou naquele sitio, com algumas pessoas, com exageradas regras e com certas condutas... e de um momento para outro, pouco a pouco, deixa de fazer sentido estar naquele lugar, ou com aquele alguém, ou com determinados sentimentos...
O medo de alterar, falhar, de concretizar é maior do que a vontade de avançar, que nos visita todos os dias com uma simples, mas dura verdade. “Chegou a hora de tomar uma decisão”. Três mulheres, três exemplos... que tiveram a “ousadia” de receber gentilmente em suas casas a mudança mostram que está na hora de tomar o destino nas mãos e também convidar a coragem para a sua vida! Quem está mal mudou-se! Ouvimos diariamente no nosso quotidiano, por isso do que estamos à espera para subir a nossa taxa de felicidade!
Au revoir ao “excessivamente” trabalho
8h00... O telefone toca mas não há vontade de atender. Trimm....Trimm... A insistência daquele barulho faz a ceder. Após os primeiros minutos de conversa, dá-se conta que tem mais um problema para resolver. Há um segundo no meio daquela chamada onde a mente pensa apenas numa pergunta: “O que é que estou a fazer com a minha vida?” Desde o momento em que desliga, apenas toma um banho rápido, tirar a primeira coisa que lhe aparece no guarda-roupa e "voa" até ao trabalho.
Cinco minutos depois de estar no escritório, descobre que ao primeiro inconveniente da manhã junta-se mais dois ou três para solucionar. Olha para a sua equipa e percebe: "eles não sabem o que estão a fazer". Começa a trabalhar rapidamente, da melhor maneira possível, mas a satisfação tarda a chegar. A hora do almoço é uma ilusão. As gargalhadas e boa disposição dos colegas na copa, enquanto saboreiam cada garfada é uma cenário irreconhecível no seu quotidiano. Não há tempo... No período da tarde o telemóvel da empresa não pára de tocar, enquanto que o pessoal nem vibra com uma mensagem. "Os amigos já nem me ligam porque sabem que esqueço-me de responder aos convites". Tempo! não há tempo, o tempo escasseia.
20h00... o único barulho que se ouve é o teclado do computador. O corpo cede está na hora de ir para casa, apesar da cabeça querer ficar mais um pouco, "todos os segundos são sagrados", pensa. Já no doce lar, o frigorífico está muito longe para que se possa percorrer uma pequena distância e buscar qualquer coisa para “tricar”. Deitada no sofá, o sono chega não sem antes pensar: "O que é que estou a fazer com a minha vida? Enquanto um pintor busca pela a perfeição da sua tela, Beatriz anseia necessariamente pela perfeição profissional, onde o excessivamente anda lado a lado com a vontade de querer abrandar: Excessivamente motivada, viciada em trabalho, empreendedora, funcionária incansável, super-mulher, esta mulher de 31 anos é o exemplo real do desejo, da atitude, da procura pelo inatingível.
Uma perfeccionista sobrecarregada de trabalho, que se recusa a delegar tarefas já que ninguém consegue fazer as coisas de uma forma que a satisfaça. "Sempre fui assim, em todos os empregos por onde passei. Não admito sequer que posso falhar, porque sou forte, eu consigo". Produtora de eventos e espectáculos há cerca de 6 anos, Beatriz deixou de ter a vida social que sempre adorou, de ler um livro ao final da tarde, de ir ao cinema numa bela tarde de domingo, em prol de uma carreira onde não há espaço para derrotas.
"Não tenho energias para os meus amigos, só de pensar em sair de casa agonia-me". Há cerca de três meses, o alarme deixou o último aviso: “dei por mim a trabalhar doente em casa com 38 graus, sem nada na despesa para comer. Foi o caos".
Algo tinha de mudar... E o primeiro passo era “dar ouvidos” à palavra que só de pronunciar a assustava-a: mudança. Escutando a voz quase esquecida na cabeça, a empresária nem pensou duas vezes, “porque se assim o fizesse tinha ficado na mesma”. Embarcou para a Polónia para visitar alguns familiares, acabando por tirar umas férias que andavam já prometidas há quatro anos. “Aproveitei esse tempo para recarregar baterias e reflectir... sei que a mudança começou ali ...
Ao regressar a Lisboa, Beatriz continuou a desformatar a velha e doente rotina, fazendo o delete dode vários “vírus doentios”. “Diminui a carga horário, em cada semana tenho um dia reservado para mim, para aquilo que gosto de fazer e outro para estar com os amigos. O mais importante é que comecei a delegar mais funções à minha equipa. Como dizia Fernando Pessoa agora “não me esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo e posso evitar que ela vá à falência... Tive coragem!”.

Um fogo que foi apagado para sempre!
O que faz com que um Homem corra para dentro de um edifício em chamas quando todos os outros de lá fogem? O que faz um bombeiro deixar a sua família todas as manhãs e arriscar a sua vida para resgatar estranhos? Todas estas perguntas perdem o sentido quando o amor à profissão é mais forte. Impulsionados pelo um sonho, uma vontade ou simplesmente pela coragem, muitos jovens optam por aprender gestos que salvam vidas. E isso era o que Rita mais desejava... vencer o fogo! Quis o destino que o pai fosse contra a sua vocação. “Desejava que seguisse os seus passos na advogacia... Dizia-me muitas vezes: ‘era o que faltava uma bombeira na família, és mulher não podes”.
Naquela altura, o quarto da adolescente estava repleto de posters alucidativos ao filme “Mar de Chamas”, em que se distinguia um capacete (dado por um “soldado da paz numa visita de estudo a uma corporação) que a jovem tinha orgulhosamente colocado em frente à cama, para que todos os dias ao abrir os olhos fosse a primeira coisa a ver.
Quando o pai da jovem destemida apercebeu-se que o interesse da sua menina mais nova por montar lances e subir as escadas de ganso estava deixar de ser um capricho de criança, resolveu intervir com a persuassão excessiva que lhe era característica.
“Comuniquei-lhe que gostaria de entrar para a academia de cadetes... Ficou branco, mas como sempre tentou não mostrar parte de fraco. Reuniu todos os elementos “sujos” para que desistisse, como levar-me a conhecer irmãos, pai e filhos daquelas que tinham perdido em incêndios. Fui fraca e resolvi ser a menina bonita do papa.”
Durante três anos, Rita acomodou-se por entre livros de direito e código civil, deixando de ser a rapariga extrovertida ciente do que queria, para uma mulher adversa à mudança. “Pensava muitas vezes, agora já nao vale a pena, tomei aquela decisão vou levá-la até ao fim”. Ao cansaço dos exames aliou-se a depressão... e todas as noites antes de se deitar a futura advogada arrependia-se da decisão tomada! Mas não havia como voltar atrás...
Até que dois anos antes de acabar o “tão detestável curso”, uma frase de um professor fê-la acordar: “Todas as profissões só são bem desempenhadas quando se gosta realmente delas. Quando estiverem em tribunal e, caso não acreditarem no que estão a fazer o vosso cliente será a principal vítima das vossas más escolhas”. “Nem mais” pensou Rita... No mesmo dia “alistou-se” sem pensar nas consequências que puderiam vir desse acto.
Hoje, apesar de o pai ter deixado de lhe falar durante dois anos, Rita já nota alguma cedência da sua parte. “Quando lhe contei informou-me que nunca me iria ajudar em nada, actualmente já me telefona para saber como estou”. “Alegando que há sempre uma luz ao fim do túnel, há é que sabe procurá-la”, orgulha-se de já ter ajudado num incêndio de escala menor, mas tem a certeza que as chamas maiores do seu “eu” já foram “apagadas” para sempre: o medo de mudar é agora cinzas!

Uma força da natureza
Desde míudos que se conheciam... Aliás eram vizinhos porta à porta! Quando os pais de Pedro saiam para o emprego, o menino saltava de imediato da janela, tudo em nome de Ana, a menina mais bonita do bairro e sua melhor amiga. Quando a fábrica apitava, dando por terminado mais um dia de trabalho, a jovem tratava de empurrá-lo com uma vassoura para dentro de casa, já que Pedro queria sempre ficar mais um bocadinho! Da cumplicidade nasceu o amor e aos 20 anos resolveram casar, nada que espantasse os mais chegados já que estava escrito no destino de cada um.
Chegou a guerra colonial e o jovem, como tantos, teve de partir, o Ultramar convocava-o para uma guerra que não era a sua. Ana esperou pelo amado tal como uma donzela espera pelo seu príncipe. Mas na vez do “cavaleiro andante” regressou um homem que agora a empregada de escritório desconhecia. “Vinha completamente diferente, os trabalhos que arranjava despediam-no sempre, ficava fora até altas horas da manhã, já não havia bondade dentro ele”.
Nem mesmo com a chegada da pequena Matilde as coisas mudaram. “Quando a filha nasceu tiveram que o acordar pois estava de ressaca. A droga tomou conta dele”. Um ano e meio foi o tempo que a mãe da bebé aguentou. “Por mais que o amasse não ia dar uma vida de horror à minha filha. Por ela e por mim deixei-o sem olhar para trás”. O caso de Ana é diferente de muitas mulheres, que aguentam anos infindavéis ao lado de alguem que não lhe traz felecidade. “Não tive medo de mudar, apesar de ter sido muito dificil criar a Matilde sozinha, sem ajuda de ninguém. Deixei muitas vezes de comer para lhe dar a ela. Mas voltava a fazer tudo igual. A minha filha é a minha razão de viver".
Hoje as duas mulheres vivem numa casa humilde, mas onde reina o amor. A rapariga hoje com 27 anos é uma escritora conceituada e até já tem argumento para o próximo livro. Ana: uma força da natureza!”.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Criancinhas - by Miguel Carvalho

Um retrato fiel, nu e cru... Escrito por Miguel Carvalho na Revista Visão... que ao menos ajude certos pais a "wake up to reality"!
Criancinhas
A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comece a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo.
A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Brava uma prisão de portas abertas
Uma reportagem que me deu imenso gozo fazer, não só pelo facto de ter conhecido uma ilha lindíssima, mas também pela temática em si. Os repatriados. De quem é a culpa pela falta de integração na sociedade?
Nha Terra Nha Cretcheu - Amanhã, quarta-feira, dia 2 de Dezembro
RTP Afica - 22h15 (Portugal)
- 21h15 (Cabo Verde)
TCV - Sexta-feira - 21h15
O caminho é longo. Voa-se pelos céus, aterra-se sob o olhar atento do Vulcão, atravessa-se mares que por vezes vivem em conflito, para só depois se entrar noutra dimensão. A visão quer assimilar tudo…. Chega-se finalmente. Vários sentimentos são trazidos na pouca bagagem. Diversas emoções que carregam no coração. Poucas memórias tem-se daquele lugar, ou aquelas que ficaram perderam-se nas teias da emigração.
Regressar a um país onde a única ligação são os familiares distantes e um bilhete de identidade com a indicação: local de nascimento Cabo Verde. Retornar a uma ilha onde não há raízes, não há afecto, não há nada. Essa será a palavra mais acertada… nada.
Deixa-se uma América moderna, abandona-se forçosamente uma terra em que o dia de hoje é bem diferente do o de ontem. Recomeça-se uma nova vida numa ilha perdida no século XX, em que os dias do presente irão ser iguais ao do futuro. A ilha da Brava está assim…
Os repatriados. Aqueles que por um crime cometido noutro país são obrigados a regressar ao seu pais natal e a permanecer por um tempo determinado. Três, cinco, dez anos ou então para sempre. Porque quando é altura para regressar já não há mais forças.
Na Brava, a mais isolada das nove ilhas habitadas de Cabo Verde, 90 por cento dos que são mandados de volta provem dos Estados Unidos. Até porque desde o século XVIII que a emigração daquela ilha é quase toda para aquele país. Naquela altura, a pesca da Baleia era o motivo principal. Desde então, é sentar nnum dos sobrados da Vila de Nova Sintra e vê-los a partir.
Enquanto crianças, deixam a sua terra natal com os seus pais em busca do sonho americano. Mas basta um pequeno delito para serem deportados para um local que não conhecem nem lembram-se de conhecer.
Três histórias. Três exemplos de luta pela sobrevivência diária, sem perder a cabeça. O objectivo é viver sem pensar no amanhã, sem relembrar the old good days em Bóston ou Massuchetts ou noutro qualquer estado americano, e sem se debaterem consigo próprios que só estão bem aonde não estão e que só querem ir aonde não vão…
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Confissões de uma Vítima de Violência Doméstica
Hoje, dia 25 de Novembro, Dia internacional de Combate à Violência contra as mulheres.
Escolher a denuncia como arma. Saltar para a liberdade através da denuncia e não através de uma qualquer janela de um prédio. Escolha a vida como libertação e não a morte como fuga.
Sou um corpo que deambula ao acaso,
Que vive com medo todo o dia.
Amostra de ser mal amado
Sem conhecer felicidade e alegria.
Uma mulher constantemente criticada
Que chora apenas escondida,
Consciente que não vale nada,
E a imagem totalmente denegrida.
Escondo os hematomas como sei.
Habituei-me há muito a mentir...
Vivo uma vida como nunca pensei,
Com a maior parte do tempo a fingir.
Esta mão, assim queimada, e a doer,
É porque sou tão distraída...
Meti-a numa panela a ferver
E fiquei tão arrependida.
Tapo as nódoas negras com roupa
De Inverno, mesmo no Verão.
Apenas porque sou meia louca
Passo a vida a cair ao chão.
A boca, assim cortada,
Foi apenas porque sorri...
Não sei estar calada...
Apanhei porque mereci.
Quando parti o braço direito,
Foi porque me maquilhei nesse dia.
Mas afinal, foi bem feito,
Porque parecia uma vadia.
O meu corpo está tão cansado
Não aprendo a me comportar
Para viver bem com meu amado,
Que tudo faz por me amar.
Farta dos meus erros e maldade
Subo até ao vigésimo andar!
Salto, enfim, para a liberdade,
E já sou feliz... a voar!
Escrito por Vera Sousa Silva
Escolher a denuncia como arma. Saltar para a liberdade através da denuncia e não através de uma qualquer janela de um prédio. Escolha a vida como libertação e não a morte como fuga.
Sou um corpo que deambula ao acaso,
Que vive com medo todo o dia.
Amostra de ser mal amado
Sem conhecer felicidade e alegria.
Uma mulher constantemente criticada
Que chora apenas escondida,
Consciente que não vale nada,
E a imagem totalmente denegrida.
Escondo os hematomas como sei.
Habituei-me há muito a mentir...
Vivo uma vida como nunca pensei,
Com a maior parte do tempo a fingir.
Esta mão, assim queimada, e a doer,
É porque sou tão distraída...
Meti-a numa panela a ferver
E fiquei tão arrependida.
Tapo as nódoas negras com roupa
De Inverno, mesmo no Verão.
Apenas porque sou meia louca
Passo a vida a cair ao chão.
A boca, assim cortada,
Foi apenas porque sorri...
Não sei estar calada...
Apanhei porque mereci.
Quando parti o braço direito,
Foi porque me maquilhei nesse dia.
Mas afinal, foi bem feito,
Porque parecia uma vadia.
O meu corpo está tão cansado
Não aprendo a me comportar
Para viver bem com meu amado,
Que tudo faz por me amar.
Farta dos meus erros e maldade
Subo até ao vigésimo andar!
Salto, enfim, para a liberdade,
E já sou feliz... a voar!
Escrito por Vera Sousa Silva
Mi casa es su casa - Reportagem no Nha Terra Nha Cretcheu
A gastronomia é o nosso bilhete de identidade cultural. Paladar… Cheiro… Cor… Variedade… O estômago agradece e o coração fica feliz. Saber comer ou comer bem… É sempre a questão… Mas o mais importante é desfrutar de uma boa refeição.
Os temperos vindos de terras lusas, os condimentos aromáticos da Columbia, os fortes cheiros do Senegal, a rica culinária cabo verdiana.
A variedade dos sabores culturais já chegou a terras crioulas…
A troca do conhecimento gastronómico no mesmo espaço, na mesma casa, no mesmo lar. A química do amor multicultural na cozinha!
Reportagem hoje no Nha Terra Nha Cretcheu - RTP Africa - 22h15, hora de Portugal.
TCV - Sexta-feira, depois da novela
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Limpeza na luta contra Dengue... E depois como será?
Cabo Verde está em estado de Alerta! A dengue, aquela epidemia que tanto se houve falar no Brasil, chegou a Cabo Verde mas com a promessa de que veio para ficar.
Perante os inumeros casos que têm surgido, mais de cem por dia, o Primeiro Ministro, José Maria Neves, resolveu decretar o dia de hoje, 6 de Novembro, como Feriado Nacional, para que se procedesse a uma limpeza geral da capital caboverdiana, acabando com os focos, onde há maior prevalência do mosquito.
É de louvar a união do povo caboverdiano nesta luta. Hoje a meio da manhã cheguei da Ilha do Fogo, onde também aqui as pessoas tinham se juntado em prol de uma causa, e reparei que desde o caminho do aeroporto até à Achada de Santo António, muitos caboverdianos e não só, tinham respondido ao apelo de eliminar os residuos que podem servir de propagação do mosquito.
É de louvar sim... mas é de se esperar que esta limpeza continue. Ainda bem que se está a fazer algo, mas tudo seria melhor se esta ideia tivesse sido dada antes do estado de alerta.
Desde o primeiro dia que cheguei à Praia, a 4 de Outubro de 2009, que fiquei chocada com a quantidade de lixo, sujidade, residuos, que as ruas da capital comporta. E ao fim de um ano posso dizer que o quadro é o mesmo.
Porquê é que no Fogo, Brava, Sal (ilhas que já visitei) as ruas estão limpas? Será que é da mentalidade dos badios? Ou então porque culpa das autoridades locais que não se esforçam o suficiente para minimizar este drama?
Gostava sinceramente que houvesse uma mudança de comportamento, mas também adoraria que em cada localidade da Praia, houvesse mais caixotes do lixo. Porquê senão há opções é obvio que as pessoas vão continuar a colocar os seus residuos na rua à espera que passe o camião da recolha, que por vezes também falha...
Agora tenho receio... que a Dengue passe e que tudo volte ao mesmo. Sacos do lixo a "voarem" de dentro das casa para as ruas, as praias poluidas, os escassos caixotes lotados em que como não há espaço coloca-se no chão. O cheiro.. o mau estar...
O melhor é esperar para ver... e acreditar. Mas antes de mais, e muito importante que tudo é que esta epidemia faça as suas malas para nunca mais voltar!!!
Perante os inumeros casos que têm surgido, mais de cem por dia, o Primeiro Ministro, José Maria Neves, resolveu decretar o dia de hoje, 6 de Novembro, como Feriado Nacional, para que se procedesse a uma limpeza geral da capital caboverdiana, acabando com os focos, onde há maior prevalência do mosquito.
É de louvar a união do povo caboverdiano nesta luta. Hoje a meio da manhã cheguei da Ilha do Fogo, onde também aqui as pessoas tinham se juntado em prol de uma causa, e reparei que desde o caminho do aeroporto até à Achada de Santo António, muitos caboverdianos e não só, tinham respondido ao apelo de eliminar os residuos que podem servir de propagação do mosquito.
É de louvar sim... mas é de se esperar que esta limpeza continue. Ainda bem que se está a fazer algo, mas tudo seria melhor se esta ideia tivesse sido dada antes do estado de alerta.
Desde o primeiro dia que cheguei à Praia, a 4 de Outubro de 2009, que fiquei chocada com a quantidade de lixo, sujidade, residuos, que as ruas da capital comporta. E ao fim de um ano posso dizer que o quadro é o mesmo.
Porquê é que no Fogo, Brava, Sal (ilhas que já visitei) as ruas estão limpas? Será que é da mentalidade dos badios? Ou então porque culpa das autoridades locais que não se esforçam o suficiente para minimizar este drama?
Gostava sinceramente que houvesse uma mudança de comportamento, mas também adoraria que em cada localidade da Praia, houvesse mais caixotes do lixo. Porquê senão há opções é obvio que as pessoas vão continuar a colocar os seus residuos na rua à espera que passe o camião da recolha, que por vezes também falha...
Agora tenho receio... que a Dengue passe e que tudo volte ao mesmo. Sacos do lixo a "voarem" de dentro das casa para as ruas, as praias poluidas, os escassos caixotes lotados em que como não há espaço coloca-se no chão. O cheiro.. o mau estar...
O melhor é esperar para ver... e acreditar. Mas antes de mais, e muito importante que tudo é que esta epidemia faça as suas malas para nunca mais voltar!!!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Um ano dja passa...
Um ano em ilhas crioulas... Meu deus como o tempo voa.
Tantas emoções vividas, experiências que guardo religiosamente, num país que já faz parte de mim... por dezenas de razões.
Do balanço apenas uma coisa: O bom supera o mau!!! apesar das saudades, de muitas vezes desesperar: "Quero Regressar"... dou por mim a pensar no clima... no imenso mar, ali bem pertinho de casa, que chama por mim... o tempo e o espaço que gritam comigo "aqui e agora é o teu lugar", o amor que fala mais alto, o trabalho que é gratificante, a alma, as tradições,os costumes, o que se aprende todos os dias, a toda a hora, mesmo que não seja da melhor maneira. As desilusões que nos tornam mais fortes, a descoberta de novos amigos, que nos dizem "dá-nos o melhor de ti", sem haver cobranças....
Cresci em Cabo Verde...
Aqui sou feliz! E porquê? Os que estão cá sabem, os que me conhecem verdadeiramente imaginam, os que estão longe... Venham até cá e assim descobrirão!
Que bem se está em Cabo Verde! Quando um dia esse sentimento passar, é hora de regressar a casa ou conhecer outras paragens :)



Tantas emoções vividas, experiências que guardo religiosamente, num país que já faz parte de mim... por dezenas de razões.
Do balanço apenas uma coisa: O bom supera o mau!!! apesar das saudades, de muitas vezes desesperar: "Quero Regressar"... dou por mim a pensar no clima... no imenso mar, ali bem pertinho de casa, que chama por mim... o tempo e o espaço que gritam comigo "aqui e agora é o teu lugar", o amor que fala mais alto, o trabalho que é gratificante, a alma, as tradições,os costumes, o que se aprende todos os dias, a toda a hora, mesmo que não seja da melhor maneira. As desilusões que nos tornam mais fortes, a descoberta de novos amigos, que nos dizem "dá-nos o melhor de ti", sem haver cobranças....
Cresci em Cabo Verde...
Aqui sou feliz! E porquê? Os que estão cá sabem, os que me conhecem verdadeiramente imaginam, os que estão longe... Venham até cá e assim descobrirão!
Que bem se está em Cabo Verde! Quando um dia esse sentimento passar, é hora de regressar a casa ou conhecer outras paragens :)
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Adeus Manuel D´Novas

Quando ouvi pela primeira vez,"Nos Morna", pela voz celébre de Ildo Lobo, mas pensada por Manuel D´Novas, foi como uma comunhão de sentimentos novos, uma sensação de felicidade...é isso mesmo o que esta letra dá.
Tal como "Lamento d´um imigrante... outra sonoridade que nos arrasa a alma perante a força da sua letra...
Morreu um grande senhor que sabia brincar com as palavras que as conjugava numa perfeita harmonia...
Há muito a dizer sobre este homem de Santo Antão mas que foi "adoptado" por S. Vicente. Eu só me posso referir às suas músicas. E que belas que elas são!!!!
Foto retirada do site do Semana Online
Portugal e a bicharada
O problema é que mais do que nunca Portugal está entregue à bicharada. Literalmente... Com os deputados do CDS, Sócrates consegue maioria no Parlamento, mas para isso claro terá que se aliar ao "vira-casacas" do Dr. Paulo Portas, que certamente irá "delirar" com a oferta socialista de alguns ministérios. O momento que Portas desejou nos últimos tempos... voltar a fazer parte de um Governo...
Esquerda e extrema direita (sim porque não me venham com coisas que o CDS/PP não é de extremos, começando pelo seu líder) juntos? Valha-nos todos os santos.
Aos que estão lá Boa Sorte, aos portugueses espalhados pelo mundo aguentem-se mais uns quatro anos fora, porque de certeza que qualquer lugar é bem melhor para viver do que o nosso Portugal socrático com uma pitada de direita ferrenha à mistura.
Lá começam novamente as dores de cabeça de Cavaco Silva!!!
Aguarda-se por novos episódios...
Esquerda e extrema direita (sim porque não me venham com coisas que o CDS/PP não é de extremos, começando pelo seu líder) juntos? Valha-nos todos os santos.
Aos que estão lá Boa Sorte, aos portugueses espalhados pelo mundo aguentem-se mais uns quatro anos fora, porque de certeza que qualquer lugar é bem melhor para viver do que o nosso Portugal socrático com uma pitada de direita ferrenha à mistura.
Lá começam novamente as dores de cabeça de Cavaco Silva!!!
Aguarda-se por novos episódios...
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